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Sofia por si mesma

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Como pesam as palavras! Ás vezes, os verbos são tão pesados ... e os substantivos sufocantes em sua própria monotonia Eu vejo o céu, as folhas Posso ver o vento consigo com os olhos de dentro sentí-lo. Mas o mundo anda apático e eu tão triste Você já pode sentir tudo que se ama longe? Longe dos olhos, do toque mas pesado e ardente no coração? Você já viveu o suficiente para descobrir injustiças que promovem justiças? Percebe que seu lado humano mesmo sabendo de tudo isso pode ficar cansado como uma folha verde que dança e cai no chão na água no vento.... Queria ser vento, mas sou concreto.

Amor

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Era uma vez um deus forte e poderoso que tinha o poder de abrir espaços para coisas novas nascerem. era uma vez uma mulher frágil e simples que tinha o poder de amar. Ele não podia amá-la porque era deus e ela mortal. Ela se sentiu menos do que era realmente E teimosa, enfiou na cabeça que seria deusa e por acreditar tão veemente se tornou verdadeiramente luz e o deus forte e poderoso se postou fragil diante dela e ela se apresentou humilde, lhe presenteando pétalas de amor Ambos foram felizes para sempre...

Entrega

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Eu obedeço a força maior que vive em mim que manda eu saltar sem destino Confio na voz que diz para eu ir Quero ser livre das minhas razões abrir alma, sexto sentido, coração Eu só quero viver! Só com as regras da intuição Desenhando um plano a lápis com a cor das ânsias minhas Eu sei direitinho onde vou chegar Só não sei como. Não importa: meu Guia é grande, infinito.....

Medo do navegar

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A brir uma porta me dá medo Que será que tem aí atrás? Estrelas, sóis, azuis Florestas, montanhas, mares Dragão, serpente, monstros? Será que aí serei feliz serei mais triste ou nada muda? Novos horizontes E só Deus sabe onde vai dar! E se for escuro? E se for sozinho? E se.... eu não conseguir vencer o medo de entrar? Se entro, e houver trevas poderei ser luz sozinha? Saberei eu navegar em mares nunca antes navegados? E fico, mão na maçaneta esperando a coragem encher meus pulmões de 2009....

Uma carta ao menino Deus

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Prezado Senhor Menino O que eu peço não é muito, nem pouco. Não são coisas materiais, porque um dia sei que o Senhor me levará a conhecer outros mundos em que o efêmero não terá importância. Por isso também não posso pedir paz porque o mundo em que vivo está em guerra, e muito menos saúde, porque os corações das pessoas estão enfermos, e não te ouviriam. Não posso pedir amor, porque isso o Senhor nos deu quando se ofereceu a morrer por nós. O que peço não é para mim, nem para as crianças, nem para os ingênuos, porque somos os únicos que em Ti cremos, e a Ti nos entregamos. O que peço é que neste Natal, quando a lenda no Amor que desceu à Terra seja lembrada, que os corações mais gélidos e egoístas recuperem sua capacidade de sonhar. Que possam acreditar no bem para o bem existir. Acreditar na Luz para que ela possa iluminar. Um grande abraço! Nos vemos logo ( é fácil visitar o meu coração quando sei que o Senhor Menino aí me ouve, me embala, me encanta, me alegra e me consola) FELIZ NA...

A bagagem de Sofia

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As lágrimas escorreram do rosto Desceram e alcançaram o coração seco quase areia mas que pode lembrar-se de amar Sofia levantou. A cabeça zunia incongruências mas era necessário inventariar a própria derrota Contou os cacos de si Localizou as feridas: sabia que não estava só Olhou e viu-se rodeada por seus próprios medos, tão concretos e brutos Sombras que riam dela. Enfrentar , inútil Eram muitos, eram fortes Ela, uma menina Talvez se fizesse necessário camuflar o mal do mundo Como quando vivia em seu abrigo de cristal Decidida, abriu a mala, escondeu os medos ajeitou ali desventuras, fracassos Desencantos Eles tinham que servir para alguma coisa um dia O vento zunia nos ouvidos Sofia sabia que todo laberinto tinha uma saída e que o vento conhece todos os caminhos Respirou fundo. Apertou nos dedos a mala pesada Olhos fechados, sentiu uma pétala de jasmin que o vento soprou no seu ombro esquerdo. Não teve dúvida. Arrastando a mala pelas areias o vento apagando seus rastros Sofia sabia ...

Sofia e o deserto de si mesma

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Em seus encantamentos, perdeu-se Sofia pelo mundo andando pelos caminhos sem fim até chegar onde ninguém chega onde não havia florestas, nem flores nem água , só vento suicida que se debatia contras as pedras. Aos seus pés a areia dura, áspera rígida Sofia sentiu medo Tentou voltar, mas não havia volta Quis continuar mas a fadiga se apoderou dela; Seu grito ecoou pelas pedras rebatendo as suas próprias dores Desejou correr mas não se pode fugir de si mesmo As angústias de ser mulher se multiplicam na solidão Encolheu-se, cheia de areia até a alma o sol cegando, cortando o céu azul E em seus delírios ela via a escuridão dos seus caminhos Contou seus medos até perder-se em signos e algarismos afundando-se na areia corpo e alma de areia enquanto a ampulheta da vida derramava os últimos grãos na expectativa do último suspiro. Ninguém podia defendê-la dela mesma Os olhos, mesmo secos, romperam em água

Onde vamos parar?

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Se a pobre árvore Fica em seu lugarzinho sem fazer mal a ninguém Se nem boca nem pernas ela tem Se ela assim mesmo nos abraça e nos dá sua sombra suas flores e frutos E se assim mesmo a machucamos maltratamos e matamos Onde este mundo vai parar? (a vida traz cicatrizes a todos, às árvores, às crianças e aos sonhadores)

A SAGA DE SOFIA - Primeiros Passos

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No início de sua viagem A menina crescida Cheia de espanto do verde das árvores Texturas, sabores Perfumes, cores Diversidade Da sorte de um lugar tranqüilo Quieto, pleno. Certa de justiças, de verdades, De sinceridades e promessas Esquece a espada, esquece a batalha E se deixa envolver pelas flores Pelo azul imenso sob sua cabeça. Pela estrela amarela a brilhar no horizonte Pela brancura da Lua no veludo da noite Vê a si própria florir Desperta para o calor do sol, para a luz da vida Caminhando e caminhando Encontrando gentes, culturas, variedade De falares, personalidades Conhecendo pessoas, Amando-as, aceitando-as Andando, Andando, Pelas veredas seguindo a música do mundo Pernas crescidas pelo caminhar Mente explodindo idéias Como o guia coração Ideais nascendo no peito Impulsionada pela fé da intuição Companheira de si mesma nos caminhos Reluz no descobrir-se em solidão forte Carregando uma mala de sonhos, de amor e serenidade Deixando por onde passa, saudade Permitindo seduzir-se ...

A SAGA DE SOFIA - Fuga

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Nós surgimos enrolados Contraídos no conforto do ventre materno Protegidos no calorzinho confortável De um ninho de amor Pequenininhos Somos empurrados para fora Expulsos do Éden Forçados a vir a um mundo que não queremos que nos desperta com luz, frio, ruído e movimento. Encaminhados para o novo Embalados pelos nosso próprios medos Protegidos em uma redoma de paredes de mentira. Mas então chega a hora que os vestidos Já não escondem as formas de mulher E a menina precisa sair de seu castelo Precisa pular seus medos e enfrentar o mundo Gigante e orvalhado cheio de gentes Cheio de medos, de frio De labirintos, precipícios. Em busca de uma flor, de um sorriso De um sonho Um amor Precisa de algo que faça sentido Em meio às futilidades, julgamentos Preconceitos e burguesises Necessita de algo que a faça sentir Que a permita viver E não morrer tão só passando pelo mundo A menina que não cabe em seus vestidos Veste-se de coragem Salta o muro do medo E cai no chão do temor Certa de que uma l...

Um presente de aniversário

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O GROSSO DA BOSSA me fez uma grande surpresa: transformou meu poema CAFÉ em uma bela canção.... http://www.myspace.com/ogrossodabossa Aos leitores deste cantinho, disponibilizo o link para relembrar o poema: http://maisumaamelie.blogspot.com/2007/09/caf.html Obrigada Sérgio pela homenagem e por acreditar no meu trabalho!

A la Luna

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La Luna, como una perla en el cielo parece perdida como yo en la bruma gritando con luz su existencia en el infinito cielo Soledad blanca en la noche Haz señales de luz a ver si alguien le contesta A ver si alguien se compadece de su tristeza de mujer de sentir soledad a pesar de recibir luz del Sol, que ella ama Luz que trae en su piel, para guardar su calor porque él anda lejos… Miro la Luna, y me compadezco Porque sé que ella me comprende Porque también llora pero sus lágrimas son estrellas y las mías son mar Miro la Luna imaginando que mi amor también la mira Y sueño que él mira mis ojos reflejados en la Luna como yo miro el brillo de los suyos en la blanca inmensidad de ella La Luna, que también sufre de amor une corazones enamorados sin que nadie se compadezca de su eterna soledad (Foto: Cristina Leveratto, desde Buenos Aires)

Roda da Fortuna II

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Ás vezes a gente tem que ouvir coisas que não merecemos Pode ser que as coisas venham da boca de quem não gostamos e não nos surpreende, é até engraçado Se torna um gasto de palavras desnecessário porque já sabemos que este não gosta de nós porque nós não gostamos dele Mas pode ser que essas doídas coisas venham da boca de quem amamos. - do lado que não esperamos E o mundo se esvai em grãos de areia pelos dedos um abismo se abre e temos o ímpeto de vestir armaduras de aço para machucarmos nossas próprias feridas porque nos sentimos culpados pelo golpe desferido daquele que asssim mesmo amamos .

SHIVA

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Tem dias que dói algo lá dentro e eu me encolho inteirinha Para defender meu eu de mim mesma Falo o que não penso Penso o que não sou Dias de regressão. De lua minguante Noites de frio. Engano. Dias de destruir de ficar encolhida e esperar as sementes que plantarei nos meus vazios para nascerem rosas.

Inverno em mim

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A lágrima era calor, esvaziando os olhos mouros O sonho agora destruido escorria dos olhos mortos se despedindo do corpo que habitou A dor habitava a alma e as pernas andavam para trás, revivendo passados A cidade era um flash cinza o frio que a lágrima deixou Asfalto negro, pessoas sem rosto Meus dedos tocavam pedras, securas e vazios. Meu corpo suicida queria voar.

Xis

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A vida é uma imagem instantânea Uma fração de segundo congelado Em um sorriso, em um encanto Que efêmero termina O que vale a pena É o sorriso da moça perdido na imensidão da janela A nuvem decolando no telhado Um assovio de canção O que é feliz É o abraço espontâneo O frio da barriga Do momento que antecede o gol. Os olhos que contam aviões

Dança

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Ele dizia tantas coisas Me prometia a lua E os astros que viviam em mim queimavam como o sol, Colorindo minha face. Ele sorria como o céu inteiro cheio de estrelas. As mãos dele em minha cintura As minhas mãos suadas e frias enlaçadas se encontravam no pescoço dele Proximidade que eu desejava mas que tímida, me baixava o olhar. A voz repetia Vem amada, bailar outras danças Outras vidas, outros astros, outros encantos Deixa eu te conduzir por outros ritmos Deixa ser teu E a valsa girava meus pensamentos E dançava dentro de mim toda crença toda descrença, Toda alegria todo medo toda dor E um dia nascia de manso Resplandecendo a mulher que eu era E que acabara de ser encontrada

Femenina

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Soy mujer hecha de sonrisa alegria y llanto. Soy ojos de esperanza enciendo luz en los corazones oscuros de los hombres Tranquilizo angústias con un beso Lleno pulmones con suspiros soñadores. Soy la que da la vida Soy la que te hace vivir

Desabafo

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Eu declaro livre a força que vive em mim Toda luta, toda garra, toda nua Solta, no vento A alma antes presa Dança Meu manifesto é contra o não ser Eu quero sorriso e pranto A idéia antes presa, enrolada no alto da cabeça. Tudo mexido no liquidificador Com uma ponta de esperança E um exagero de fé Prá frente ando (Se não é otimista, vai pro fim da fila) É, pois é. num arrasta pé amador é que o povo é feliz. Quem não é nada, finge ser Mas não engana ninguém Perto da gente que não finge e é vida. Eu sou castanha e pixaim Sou povão. Sou feliz.

Nada más que la verdad... ( por Forges)

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