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Toque do silenciar

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Cala teu coração menina bela Porque ninguém quer ouvir das tuas aventuras, vivências ,sabores Nada faz a diferença para eles se hoje é segunda ou domingo se faz frio ou calor Não interessa o que você sente impertinente é tua alma os outros não tem culpa se existe ganas no teu falar Cala da tua boca as ideias guarda tudo dentro e não deixa cair uma única lágrima porque não vale a pena deixar pérolas tão bonitas deslizar no rosto amargo e cansado. Cala tua beleza e guarda toda ela a quem a mereça.

Agradecimento

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Agradeço às 11918 visitas que o blog teve! Obrigada de todo o coração àqueles que perderam alguns minutos de seu dia para ler as palavras que rodopiam aqui.

Sampa

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São Paulo é concreto canto carros, trens, tudo canta melodia do barulho e barulho é vida. Buzinas pulsam veículos desentupindo artérias velozes por avenidas belas esquinas conversadeiras. Silêncios se deve carregar dentro alimentar silêncios é amar o deus que aí vive Até que o silêncio cresça e liberte a alma para voar pelo eterno. Mas estou viva E louvo a sinfonia da cidade O ruidoso viver.
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Hoje eu sou um jardim só Mas não há quem veja minhas cores quem respire meu perfume que se alegre de meus encantos E eu só queria ganhar um abraço...

Plim

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Eu queria transformar a alma das coisas pintar das minhas cores Queria que a menina que vive em mim nunca crescesse, nunca se escondesse atendendo meus chamados Queria que a mulher que vive em mim amadurecesse o suficiente para quando a menina que sou ficar triste ter companhia e calor. Porque sou muitas e nada Porque tenho poderes, e tenho medo Mas quando estiver livre de minhas próprias amarras e a menina que vive em mim brinque feliz e liberta ninguém mais poderá com a varinha da minha suntuosa imaginação....

Plantando futuros

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Guardando tudo em seu coração angústias, medos, sentidos Sofia plantou ali no meio sonhos, anseios, desejos amores, paixões, devaneios Quanta coisa ali trancafiada e que as lágrimas molhadas fazem crescer abrir as pétalas suaves resplandecentes escuras. Porque o medo existe? Essa sensação demolidora desmotivante assustadora que nos transforma em seres sem graça zumbis estátuas. O medo é pior que a morte. Não podia simplesmente arrancar o medo. Ele era traiçoeiro, se emaranhava nas rosas cortá-lo era matar todos seus próprios encantos. Melhor regá-los.... e aprender a amar cada um deles.

Medos e confusões

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Dentro de si um mundo de palavras confusas, inquietas e se.... E se não conseguisse se o tempo não passasse? E se em seus caminhos cíclicos ela se perdesse? Dentro de si um mundo de pensamentos medrosos. A ideia do enfrentar-se Inquietações, manias Não, não era como os outros não podia correr mais sem ver a vida passar num desfile de lantejoulas cor de ceu O mundo andava tão triste Retrocedia o passo Não, não era possível. Amar quem se viu num meio-fio Ele olhou nos olhos dela a chamou de moça bela deu um sorriso desses de amor Seria verdade num mundo falso ou verdade para o ingênuo coração que trazia no peito desde o dia que fugindo de castelos, perdendo-o em muros e desfiladeiros encontrando-o no deserto dos sentimentos e esquecendo-o em meio à pressa da cidade? Perguntas e mais perguntas que giravam no sobe e desce de sensações absurdas da moça bela de sorriso triste que não sabia amar.

Sofia por si mesma

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Como pesam as palavras! Ás vezes, os verbos são tão pesados ... e os substantivos sufocantes em sua própria monotonia Eu vejo o céu, as folhas Posso ver o vento consigo com os olhos de dentro sentí-lo. Mas o mundo anda apático e eu tão triste Você já pode sentir tudo que se ama longe? Longe dos olhos, do toque mas pesado e ardente no coração? Você já viveu o suficiente para descobrir injustiças que promovem justiças? Percebe que seu lado humano mesmo sabendo de tudo isso pode ficar cansado como uma folha verde que dança e cai no chão na água no vento.... Queria ser vento, mas sou concreto.

Amor

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Era uma vez um deus forte e poderoso que tinha o poder de abrir espaços para coisas novas nascerem. era uma vez uma mulher frágil e simples que tinha o poder de amar. Ele não podia amá-la porque era deus e ela mortal. Ela se sentiu menos do que era realmente E teimosa, enfiou na cabeça que seria deusa e por acreditar tão veemente se tornou verdadeiramente luz e o deus forte e poderoso se postou fragil diante dela e ela se apresentou humilde, lhe presenteando pétalas de amor Ambos foram felizes para sempre...

Entrega

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Eu obedeço a força maior que vive em mim que manda eu saltar sem destino Confio na voz que diz para eu ir Quero ser livre das minhas razões abrir alma, sexto sentido, coração Eu só quero viver! Só com as regras da intuição Desenhando um plano a lápis com a cor das ânsias minhas Eu sei direitinho onde vou chegar Só não sei como. Não importa: meu Guia é grande, infinito.....

Medo do navegar

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A brir uma porta me dá medo Que será que tem aí atrás? Estrelas, sóis, azuis Florestas, montanhas, mares Dragão, serpente, monstros? Será que aí serei feliz serei mais triste ou nada muda? Novos horizontes E só Deus sabe onde vai dar! E se for escuro? E se for sozinho? E se.... eu não conseguir vencer o medo de entrar? Se entro, e houver trevas poderei ser luz sozinha? Saberei eu navegar em mares nunca antes navegados? E fico, mão na maçaneta esperando a coragem encher meus pulmões de 2009....

Uma carta ao menino Deus

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Prezado Senhor Menino O que eu peço não é muito, nem pouco. Não são coisas materiais, porque um dia sei que o Senhor me levará a conhecer outros mundos em que o efêmero não terá importância. Por isso também não posso pedir paz porque o mundo em que vivo está em guerra, e muito menos saúde, porque os corações das pessoas estão enfermos, e não te ouviriam. Não posso pedir amor, porque isso o Senhor nos deu quando se ofereceu a morrer por nós. O que peço não é para mim, nem para as crianças, nem para os ingênuos, porque somos os únicos que em Ti cremos, e a Ti nos entregamos. O que peço é que neste Natal, quando a lenda no Amor que desceu à Terra seja lembrada, que os corações mais gélidos e egoístas recuperem sua capacidade de sonhar. Que possam acreditar no bem para o bem existir. Acreditar na Luz para que ela possa iluminar. Um grande abraço! Nos vemos logo ( é fácil visitar o meu coração quando sei que o Senhor Menino aí me ouve, me embala, me encanta, me alegra e me consola) FELIZ NA...

A bagagem de Sofia

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As lágrimas escorreram do rosto Desceram e alcançaram o coração seco quase areia mas que pode lembrar-se de amar Sofia levantou. A cabeça zunia incongruências mas era necessário inventariar a própria derrota Contou os cacos de si Localizou as feridas: sabia que não estava só Olhou e viu-se rodeada por seus próprios medos, tão concretos e brutos Sombras que riam dela. Enfrentar , inútil Eram muitos, eram fortes Ela, uma menina Talvez se fizesse necessário camuflar o mal do mundo Como quando vivia em seu abrigo de cristal Decidida, abriu a mala, escondeu os medos ajeitou ali desventuras, fracassos Desencantos Eles tinham que servir para alguma coisa um dia O vento zunia nos ouvidos Sofia sabia que todo laberinto tinha uma saída e que o vento conhece todos os caminhos Respirou fundo. Apertou nos dedos a mala pesada Olhos fechados, sentiu uma pétala de jasmin que o vento soprou no seu ombro esquerdo. Não teve dúvida. Arrastando a mala pelas areias o vento apagando seus rastros Sofia sabia ...

Sofia e o deserto de si mesma

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Em seus encantamentos, perdeu-se Sofia pelo mundo andando pelos caminhos sem fim até chegar onde ninguém chega onde não havia florestas, nem flores nem água , só vento suicida que se debatia contras as pedras. Aos seus pés a areia dura, áspera rígida Sofia sentiu medo Tentou voltar, mas não havia volta Quis continuar mas a fadiga se apoderou dela; Seu grito ecoou pelas pedras rebatendo as suas próprias dores Desejou correr mas não se pode fugir de si mesmo As angústias de ser mulher se multiplicam na solidão Encolheu-se, cheia de areia até a alma o sol cegando, cortando o céu azul E em seus delírios ela via a escuridão dos seus caminhos Contou seus medos até perder-se em signos e algarismos afundando-se na areia corpo e alma de areia enquanto a ampulheta da vida derramava os últimos grãos na expectativa do último suspiro. Ninguém podia defendê-la dela mesma Os olhos, mesmo secos, romperam em água

Onde vamos parar?

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Se a pobre árvore Fica em seu lugarzinho sem fazer mal a ninguém Se nem boca nem pernas ela tem Se ela assim mesmo nos abraça e nos dá sua sombra suas flores e frutos E se assim mesmo a machucamos maltratamos e matamos Onde este mundo vai parar? (a vida traz cicatrizes a todos, às árvores, às crianças e aos sonhadores)

A SAGA DE SOFIA - Primeiros Passos

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No início de sua viagem A menina crescida Cheia de espanto do verde das árvores Texturas, sabores Perfumes, cores Diversidade Da sorte de um lugar tranqüilo Quieto, pleno. Certa de justiças, de verdades, De sinceridades e promessas Esquece a espada, esquece a batalha E se deixa envolver pelas flores Pelo azul imenso sob sua cabeça. Pela estrela amarela a brilhar no horizonte Pela brancura da Lua no veludo da noite Vê a si própria florir Desperta para o calor do sol, para a luz da vida Caminhando e caminhando Encontrando gentes, culturas, variedade De falares, personalidades Conhecendo pessoas, Amando-as, aceitando-as Andando, Andando, Pelas veredas seguindo a música do mundo Pernas crescidas pelo caminhar Mente explodindo idéias Como o guia coração Ideais nascendo no peito Impulsionada pela fé da intuição Companheira de si mesma nos caminhos Reluz no descobrir-se em solidão forte Carregando uma mala de sonhos, de amor e serenidade Deixando por onde passa, saudade Permitindo seduzir-se ...

A SAGA DE SOFIA - Fuga

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Nós surgimos enrolados Contraídos no conforto do ventre materno Protegidos no calorzinho confortável De um ninho de amor Pequenininhos Somos empurrados para fora Expulsos do Éden Forçados a vir a um mundo que não queremos que nos desperta com luz, frio, ruído e movimento. Encaminhados para o novo Embalados pelos nosso próprios medos Protegidos em uma redoma de paredes de mentira. Mas então chega a hora que os vestidos Já não escondem as formas de mulher E a menina precisa sair de seu castelo Precisa pular seus medos e enfrentar o mundo Gigante e orvalhado cheio de gentes Cheio de medos, de frio De labirintos, precipícios. Em busca de uma flor, de um sorriso De um sonho Um amor Precisa de algo que faça sentido Em meio às futilidades, julgamentos Preconceitos e burguesises Necessita de algo que a faça sentir Que a permita viver E não morrer tão só passando pelo mundo A menina que não cabe em seus vestidos Veste-se de coragem Salta o muro do medo E cai no chão do temor Certa de que uma l...

Um presente de aniversário

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O GROSSO DA BOSSA me fez uma grande surpresa: transformou meu poema CAFÉ em uma bela canção.... http://www.myspace.com/ogrossodabossa Aos leitores deste cantinho, disponibilizo o link para relembrar o poema: http://maisumaamelie.blogspot.com/2007/09/caf.html Obrigada Sérgio pela homenagem e por acreditar no meu trabalho!

A la Luna

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La Luna, como una perla en el cielo parece perdida como yo en la bruma gritando con luz su existencia en el infinito cielo Soledad blanca en la noche Haz señales de luz a ver si alguien le contesta A ver si alguien se compadece de su tristeza de mujer de sentir soledad a pesar de recibir luz del Sol, que ella ama Luz que trae en su piel, para guardar su calor porque él anda lejos… Miro la Luna, y me compadezco Porque sé que ella me comprende Porque también llora pero sus lágrimas son estrellas y las mías son mar Miro la Luna imaginando que mi amor también la mira Y sueño que él mira mis ojos reflejados en la Luna como yo miro el brillo de los suyos en la blanca inmensidad de ella La Luna, que también sufre de amor une corazones enamorados sin que nadie se compadezca de su eterna soledad (Foto: Cristina Leveratto, desde Buenos Aires)

Roda da Fortuna II

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Ás vezes a gente tem que ouvir coisas que não merecemos Pode ser que as coisas venham da boca de quem não gostamos e não nos surpreende, é até engraçado Se torna um gasto de palavras desnecessário porque já sabemos que este não gosta de nós porque nós não gostamos dele Mas pode ser que essas doídas coisas venham da boca de quem amamos. - do lado que não esperamos E o mundo se esvai em grãos de areia pelos dedos um abismo se abre e temos o ímpeto de vestir armaduras de aço para machucarmos nossas próprias feridas porque nos sentimos culpados pelo golpe desferido daquele que asssim mesmo amamos .