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November rain

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Porque será que quando vai chegando novembro as nuvens pesadas vão anunciando chuva escuro frio? Todos os anos me preparo para essa fase para tentar dela sair mais depressa Mas meu guarda-chuva sempre parece pequeno demais para proteger-me da imensidão do céu que vai cair sobre minha cabeça. Se ao menos não estivesse só Se houvesse uma mão para agarrar Ao menos uma voz dizendo que tudo vai dar certo.... Mas no silêncio acinzentado apenas há trovões Tremo por dentro fecho os olhos e peço a Deus para que passe logo.

La soletudine

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Sozinha sinto a beleza das coisas com mais identidade A estrela lá longe fica aqui tão perto O vento brinca caracoleando os caracóis soltos. As cores vem de dentro de mim mesma Como se o mundo todo morasse dentro do meu coração e refletisse em ondas pelas nuvens no horizonte tão infinito. Até parece que o coração dos outros me dá um olá meio sem querer o estranho fica com um sorriso meio envergonhado E a estrela, ah essa brilha mais que nunca como se me convidasse para um minuto de prosa apertando minhas mãos me convidando para voar.

Vrum Vrum Vrum

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Às vezes os pensamentos congestionam E eu corro sem controle. Os pés cansam o coração finge endurecer tudo para disfarçar que não dou conta de digerir meus própios pensamentos. E a vida agita trabalho planos As horas passam num tique e taque acelerado E a sensação de não dar conta angustia, paralisa, faz chorar Por isso é bom fazer loucuras de vez em quando de vez e sempre para dar férias ao tempo deixar ele passar livre enquanto da janela me dá alegria admirar o colorido que pode ter uma gota de chuva no vidro de um taxi parado no trânsito da mais paulista das avenidas Descongestionamento interior.

Nuvem passageira

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Será mesmo que as noites são frias porque são escuras? Ou o frio vem de dentro do escuro da gente mesmo Do coração nublado Das nuvens escuras dos meus próprios pensamentos? Tem dias escuros em que meu coração anda ensolarado de braços abertos para receber bençãos de água doce que vem do céu.... Será que sinto frio por culpa das nuvens que vem as vezes habitar meu interior? Tantos serás e tanto frio e tanto escuro..... Talvez seja melhor adormecer e esperar o outro dia o outro sol que me aqueça o sol que me ilumina outra vez que me faz ter paz.

Este blog acerta em cheio!!!

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Este selo foi um presente do blog irmão TELA LARGA, do amigo e amante do cinema Pierre Cortes. O cantinho de "Mais uma Amèlie Poulain" indica os seguintes blogs, que também acertam em cheio: http://chadecereja.wordpress.com/ http://raibomfim.blogspot.com/ http://cartasparasofia.wordpress.com/ http://inscricoessempreabertas.blogspot.com/ http://eusouamelie.blogspot.com/ As recomendações são as seguintes: 1- Divulgue o nome de quem lhe indicou. 2 - Indique no minimo 5 Blogs para o selo. Muito sucesso e muita luz a todos!!!

Toque do silenciar

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Cala teu coração menina bela Porque ninguém quer ouvir das tuas aventuras, vivências ,sabores Nada faz a diferença para eles se hoje é segunda ou domingo se faz frio ou calor Não interessa o que você sente impertinente é tua alma os outros não tem culpa se existe ganas no teu falar Cala da tua boca as ideias guarda tudo dentro e não deixa cair uma única lágrima porque não vale a pena deixar pérolas tão bonitas deslizar no rosto amargo e cansado. Cala tua beleza e guarda toda ela a quem a mereça.

Agradecimento

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Agradeço às 11918 visitas que o blog teve! Obrigada de todo o coração àqueles que perderam alguns minutos de seu dia para ler as palavras que rodopiam aqui.

Sampa

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São Paulo é concreto canto carros, trens, tudo canta melodia do barulho e barulho é vida. Buzinas pulsam veículos desentupindo artérias velozes por avenidas belas esquinas conversadeiras. Silêncios se deve carregar dentro alimentar silêncios é amar o deus que aí vive Até que o silêncio cresça e liberte a alma para voar pelo eterno. Mas estou viva E louvo a sinfonia da cidade O ruidoso viver.
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Hoje eu sou um jardim só Mas não há quem veja minhas cores quem respire meu perfume que se alegre de meus encantos E eu só queria ganhar um abraço...

Plim

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Eu queria transformar a alma das coisas pintar das minhas cores Queria que a menina que vive em mim nunca crescesse, nunca se escondesse atendendo meus chamados Queria que a mulher que vive em mim amadurecesse o suficiente para quando a menina que sou ficar triste ter companhia e calor. Porque sou muitas e nada Porque tenho poderes, e tenho medo Mas quando estiver livre de minhas próprias amarras e a menina que vive em mim brinque feliz e liberta ninguém mais poderá com a varinha da minha suntuosa imaginação....

Plantando futuros

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Guardando tudo em seu coração angústias, medos, sentidos Sofia plantou ali no meio sonhos, anseios, desejos amores, paixões, devaneios Quanta coisa ali trancafiada e que as lágrimas molhadas fazem crescer abrir as pétalas suaves resplandecentes escuras. Porque o medo existe? Essa sensação demolidora desmotivante assustadora que nos transforma em seres sem graça zumbis estátuas. O medo é pior que a morte. Não podia simplesmente arrancar o medo. Ele era traiçoeiro, se emaranhava nas rosas cortá-lo era matar todos seus próprios encantos. Melhor regá-los.... e aprender a amar cada um deles.

Medos e confusões

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Dentro de si um mundo de palavras confusas, inquietas e se.... E se não conseguisse se o tempo não passasse? E se em seus caminhos cíclicos ela se perdesse? Dentro de si um mundo de pensamentos medrosos. A ideia do enfrentar-se Inquietações, manias Não, não era como os outros não podia correr mais sem ver a vida passar num desfile de lantejoulas cor de ceu O mundo andava tão triste Retrocedia o passo Não, não era possível. Amar quem se viu num meio-fio Ele olhou nos olhos dela a chamou de moça bela deu um sorriso desses de amor Seria verdade num mundo falso ou verdade para o ingênuo coração que trazia no peito desde o dia que fugindo de castelos, perdendo-o em muros e desfiladeiros encontrando-o no deserto dos sentimentos e esquecendo-o em meio à pressa da cidade? Perguntas e mais perguntas que giravam no sobe e desce de sensações absurdas da moça bela de sorriso triste que não sabia amar.

Sofia por si mesma

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Como pesam as palavras! Ás vezes, os verbos são tão pesados ... e os substantivos sufocantes em sua própria monotonia Eu vejo o céu, as folhas Posso ver o vento consigo com os olhos de dentro sentí-lo. Mas o mundo anda apático e eu tão triste Você já pode sentir tudo que se ama longe? Longe dos olhos, do toque mas pesado e ardente no coração? Você já viveu o suficiente para descobrir injustiças que promovem justiças? Percebe que seu lado humano mesmo sabendo de tudo isso pode ficar cansado como uma folha verde que dança e cai no chão na água no vento.... Queria ser vento, mas sou concreto.

Amor

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Era uma vez um deus forte e poderoso que tinha o poder de abrir espaços para coisas novas nascerem. era uma vez uma mulher frágil e simples que tinha o poder de amar. Ele não podia amá-la porque era deus e ela mortal. Ela se sentiu menos do que era realmente E teimosa, enfiou na cabeça que seria deusa e por acreditar tão veemente se tornou verdadeiramente luz e o deus forte e poderoso se postou fragil diante dela e ela se apresentou humilde, lhe presenteando pétalas de amor Ambos foram felizes para sempre...

Entrega

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Eu obedeço a força maior que vive em mim que manda eu saltar sem destino Confio na voz que diz para eu ir Quero ser livre das minhas razões abrir alma, sexto sentido, coração Eu só quero viver! Só com as regras da intuição Desenhando um plano a lápis com a cor das ânsias minhas Eu sei direitinho onde vou chegar Só não sei como. Não importa: meu Guia é grande, infinito.....

Medo do navegar

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A brir uma porta me dá medo Que será que tem aí atrás? Estrelas, sóis, azuis Florestas, montanhas, mares Dragão, serpente, monstros? Será que aí serei feliz serei mais triste ou nada muda? Novos horizontes E só Deus sabe onde vai dar! E se for escuro? E se for sozinho? E se.... eu não conseguir vencer o medo de entrar? Se entro, e houver trevas poderei ser luz sozinha? Saberei eu navegar em mares nunca antes navegados? E fico, mão na maçaneta esperando a coragem encher meus pulmões de 2009....

Uma carta ao menino Deus

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Prezado Senhor Menino O que eu peço não é muito, nem pouco. Não são coisas materiais, porque um dia sei que o Senhor me levará a conhecer outros mundos em que o efêmero não terá importância. Por isso também não posso pedir paz porque o mundo em que vivo está em guerra, e muito menos saúde, porque os corações das pessoas estão enfermos, e não te ouviriam. Não posso pedir amor, porque isso o Senhor nos deu quando se ofereceu a morrer por nós. O que peço não é para mim, nem para as crianças, nem para os ingênuos, porque somos os únicos que em Ti cremos, e a Ti nos entregamos. O que peço é que neste Natal, quando a lenda no Amor que desceu à Terra seja lembrada, que os corações mais gélidos e egoístas recuperem sua capacidade de sonhar. Que possam acreditar no bem para o bem existir. Acreditar na Luz para que ela possa iluminar. Um grande abraço! Nos vemos logo ( é fácil visitar o meu coração quando sei que o Senhor Menino aí me ouve, me embala, me encanta, me alegra e me consola) FELIZ NA...

A bagagem de Sofia

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As lágrimas escorreram do rosto Desceram e alcançaram o coração seco quase areia mas que pode lembrar-se de amar Sofia levantou. A cabeça zunia incongruências mas era necessário inventariar a própria derrota Contou os cacos de si Localizou as feridas: sabia que não estava só Olhou e viu-se rodeada por seus próprios medos, tão concretos e brutos Sombras que riam dela. Enfrentar , inútil Eram muitos, eram fortes Ela, uma menina Talvez se fizesse necessário camuflar o mal do mundo Como quando vivia em seu abrigo de cristal Decidida, abriu a mala, escondeu os medos ajeitou ali desventuras, fracassos Desencantos Eles tinham que servir para alguma coisa um dia O vento zunia nos ouvidos Sofia sabia que todo laberinto tinha uma saída e que o vento conhece todos os caminhos Respirou fundo. Apertou nos dedos a mala pesada Olhos fechados, sentiu uma pétala de jasmin que o vento soprou no seu ombro esquerdo. Não teve dúvida. Arrastando a mala pelas areias o vento apagando seus rastros Sofia sabia ...

Sofia e o deserto de si mesma

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Em seus encantamentos, perdeu-se Sofia pelo mundo andando pelos caminhos sem fim até chegar onde ninguém chega onde não havia florestas, nem flores nem água , só vento suicida que se debatia contras as pedras. Aos seus pés a areia dura, áspera rígida Sofia sentiu medo Tentou voltar, mas não havia volta Quis continuar mas a fadiga se apoderou dela; Seu grito ecoou pelas pedras rebatendo as suas próprias dores Desejou correr mas não se pode fugir de si mesmo As angústias de ser mulher se multiplicam na solidão Encolheu-se, cheia de areia até a alma o sol cegando, cortando o céu azul E em seus delírios ela via a escuridão dos seus caminhos Contou seus medos até perder-se em signos e algarismos afundando-se na areia corpo e alma de areia enquanto a ampulheta da vida derramava os últimos grãos na expectativa do último suspiro. Ninguém podia defendê-la dela mesma Os olhos, mesmo secos, romperam em água

Onde vamos parar?

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Se a pobre árvore Fica em seu lugarzinho sem fazer mal a ninguém Se nem boca nem pernas ela tem Se ela assim mesmo nos abraça e nos dá sua sombra suas flores e frutos E se assim mesmo a machucamos maltratamos e matamos Onde este mundo vai parar? (a vida traz cicatrizes a todos, às árvores, às crianças e aos sonhadores)