Sair do futuro, da angústia do que virá. Deixar o passado, das dores do que se foi. Eis o libertar-se! Anda, mas saber parar e contemplar. Observar, sem se identificar. Perder-se, para se encontrar. Desapegar, para ter. Desatinar, para curar. Eis o despertar! Manter-se são no mundo insano Agarrar-se à busca do não ser para ser. Eis o amanhecer!
Eu queria ter a alma azul cheia de estrelas Queria voar Sinto que posso voar Mas uma sombra pesa Há uma sombra que é fardo. Queria ter a alma verde e brotar sementes virar flores Queria ter a alma florida colorida alegre como flores do campo. Eu queria ser essência pura, iluminada, leve, ardente Queria apagar o gelo Derreter o escuro Acender a verdade
O maior medo humano é envelhecer. E na luta para não envelhecer estamos ficando velhos. Por escolha. As meninas parecem velhas. Os meninos querem ser velhos. As crianças todas, velhas. A juventude está reclamona. Os jovens não passam de velhos resmunguentos. E os velhos perdem tempo apagando as rugas que criaram, pintando os fios que apagaram, fios tristes e pálidos sem experiência, porque não viveram nada. Querem de volta o que nunca tiveram. Está mais que na hora de ter tempo para a criança que vive em nós. Ao invés de resmungos, a divina virtude de rir de nós mesmos. Fazer sempre o melhor que pudemos.
Comentários
Adorei o desenho também.
Beijos.