terça-feira, 30 de março de 2010

Rennt, Damiana, Rennt


5h. O sol ainda não nasceu, mas meus dedos teclam loucos num computador ligado a toda. Abro um e-mail, chegam oito. Abro dois, chegam mais vinte. O sol nasce. Bebo um café, e meu corpo recebe a ducha fria. Visto a roupa de todo dia. Sapato, bolsa. Lápis no olho. Não sei porque sem lápis no olho me sinto cega.
Corro para o ponto do ônibus. No Sacomã lotado, anotar compromissos na mente, fervilhando ideias. Metrô. Lotado, claro. O Paraíso parece um inferno. Desço na Consolação, os passos firmes na avenida, a cabeça vai e volta nas milhares de coisas que eu posso fazer, que eu posso criar. Um sorriso no canto da boca. Cara crachá na recepção. Aula de espanhol na empresa. Coração na aula, cabeça na agenda.
9h30. Correndo para o Paraíso, que continua infernal. Estação da Luz. Corro para o trem. O balanço convida a um cochilo, mas e minha monografia! Meu Deus, minha monografia! E aquela tradução? E depois, aula, reunião, revisão! Não posso esquecer, reunião. Ligar para fulano, cicrano e beltrano, nessa ordem. Mandar e-mail para beltrano, cicrano, fulano. E o celular toca: uma, duas, três... mil vezes.
11h- Desço na estação. Corro para a escola. Meio milhão de coisas para fazer, hora de dar tchau. Me enfio no ônibus. Corro para São Bernardo. E celular, computador, reunião, agenda, telefone.
12h- mais aulas, mais coração apertado, mais cabeça cheia. não consigo entender como nós mulheres conseguimos fervilhar tantas ideias ao mesmo tempo. Mastigo alguma coisa enquanto escrevo uma citação para a monografia, que acaba virando um poema.
14h- sentada diante do computador, dedos em disparada, revisando, traduzindo, dando apoio a um amigo, tranquilizando o cliente desesperado de que sim, o prazo está bom, sim, vai dar tudo certo. As horas se passam, enquanto emendo um trabalho no outro.
18h- aula de espanhol. mastigo uma bolacha e sorrio. 20h30: sento numa mesa cheio de papel e penso que enloqueci. Comida para o peixe beta. Banho. 24h: fecho a lojinha e som o sentimento de missão não cumprida vou dormir. O sonho é bom não completo. Sonho bom é sonhar acordada. E eu vou vencer. Ah, se vou!

domingo, 21 de março de 2010

Yo tampoco quiero decirte adiós amiga


Amiga
Tenía que decirte que tardé unas semanas para comprender que habías viajado a otros lados más lejanos. Mismo viviendo en países diferentes, eras mi apoyo, mi luz, mi esperanza de días mejores. Cada palabra tuya las guardé en mi corazón, cada sentimiento, cada encanto, cada lágrima.
Pensaba aún recibirte aquí en San Pablo, llevarte conocer cada rincón, con la idea de que ese paseo te rendiera miles de inspiraciones para tus cuentos, haikus, sueños....
Ay Cristina, me duele tu partida, me siento triste y sin fuerzas, porque eras tu quien desde lejos me abria tus abrazos cuando necesitaba consuelo en los días grises.
No importa la distancia ni la diferencia de edad: eres mi hermana de alma. Soñaba con tardes de mate, canciones del Chaqueño y poesia. Soñaba llevar mi caja de papelitos de inspiración, para intercambiar con los tuyos.
Guardo las fotos hechas con sensibilidad y cariño, fotos de lunas, flores, de la vida. Te admiro amiga, siempre te admiré, y nunca tuve coraje de confesarte que soy grata a Dios por haberte encontrado en aquél autobus en que intercambiamos mails, poemas y sueños en la melacólica Buenos Aires.
La vida es triste porque lleva el tiempo de un suspiro y hay tanto que vivir! La vida es alegre porque me dió tu presencia, la alegría de recibir tus paquetes y cartas ( todas guardadas junto a los papelitos de inspiración).
Cristina, sé que donde andas no hay mail ni teléfono. Pero dejo mi corazón abierto para tus mensajes. Donde estés, no me dejes sóla amiga. Anda de mi lado, sigue escribiendo en las nubes, llenando el aire de palabras azules.
"Amigo es cosa para guardar
del lado izquierdo del pecho
Mismo que el tiempo y la distancia digan no
Mismo olvidando la canción
Lo que importa es oír la voz que viene del corazón
Pues sea lo que venir
Venga lo que venir
Cualquier día amiga, yo vuelvo para encontrarte
Cualquier día nosotras vamos encontrarnos"
(Milton Nascimento)

sábado, 6 de março de 2010

Pode vir!

Pode vir inveja
que estou armada até os dentes
Porque sou feliz e ninguém nem nada
Vai estragar essa paz que eu sinto agora

Pode vir que eu estou preparada
Para o que der e vier
Sei onde posso chegar
Sei das coisas que posso alcançar
e tenho fé e perseverança
o suficiente para lutar
pelo que eu acredito ser certo.

Vem aqui, vem!
Você vai ver que eu posso parecer fraca
mas minha mente é forte
Meu coração é grande
E minha alma maior
Minhas asas crescem
e o céu é infinito

Nada vai impedir a relização dos meus sonhos
Muito menos me fazer titubear...

Estou pronta!
Armada até os dentes
Porque nesta vida hay que endurecerse
Claro que sin perder la ternura
Pero hay que endurecerse.