quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Uma carta ao menino Deus


Prezado Senhor Menino


O que eu peço não é muito, nem pouco. Não são coisas materiais, porque um dia sei que o Senhor me levará a conhecer outros mundos em que o efêmero não terá importância. Por isso também não posso pedir paz porque o mundo em que vivo está em guerra, e muito menos saúde, porque os corações das pessoas estão enfermos, e não te ouviriam. Não posso pedir amor, porque isso o Senhor nos deu quando se ofereceu a morrer por nós.


O que peço não é para mim, nem para as crianças, nem para os ingênuos, porque somos os únicos que em Ti cremos, e a Ti nos entregamos. O que peço é que neste Natal, quando a lenda no Amor que desceu à Terra seja lembrada, que os corações mais gélidos e egoístas recuperem sua capacidade de sonhar. Que possam acreditar no bem para o bem existir. Acreditar na Luz para que ela possa iluminar.


Um grande abraço!


Nos vemos logo ( é fácil visitar o meu coração quando sei que o Senhor Menino aí me ouve, me embala, me encanta, me alegra e me consola)


FELIZ NATAL!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A bagagem de Sofia


As lágrimas escorreram do rosto
Desceram e alcançaram o coração seco
quase areia
mas que pode lembrar-se de amar
Sofia levantou.
A cabeça zunia incongruências
mas era necessário inventariar a própria derrota
Contou os cacos de si
Localizou as feridas:
sabia que não estava só
Olhou e viu-se rodeada por seus próprios medos,
tão concretos e brutos
Sombras que riam dela.
Enfrentar , inútil
Eram muitos, eram fortes
Ela, uma menina
Talvez se fizesse necessário camuflar o mal do mundo
Como quando vivia em seu abrigo de cristal
Decidida,
abriu a mala, escondeu os medos
ajeitou ali desventuras, fracassos
Desencantos
Eles tinham que servir para alguma coisa um dia
O vento zunia nos ouvidos
Sofia sabia que todo laberinto tinha uma saída
e que o vento conhece todos os caminhos
Respirou fundo.
Apertou nos dedos a mala pesada
Olhos fechados, sentiu uma pétala de jasmin
que o vento soprou no seu ombro esquerdo.
Não teve dúvida.
Arrastando a mala pelas areias
o vento apagando seus rastros
Sofia sabia que alguém a chamava.
E é para lá que tinha que ir.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sofia e o deserto de si mesma


Em seus encantamentos,
perdeu-se Sofia pelo mundo
andando pelos caminhos sem fim
até chegar onde ninguém chega
onde não havia florestas, nem flores
nem água , só vento
suicida que se debatia contras as pedras.
Aos seus pés a areia
dura, áspera rígida
Sofia sentiu medo
Tentou voltar, mas não havia volta
Quis continuar
mas a fadiga se apoderou dela;
Seu grito ecoou pelas pedras
rebatendo as suas próprias dores
Desejou correr
mas não se pode fugir de si mesmo
As angústias de ser mulher
se multiplicam na solidão
Encolheu-se,
cheia de areia até a alma
o sol cegando, cortando o céu azul
E em seus delírios ela via
a escuridão dos seus caminhos
Contou seus medos
até perder-se em signos e algarismos
afundando-se na areia
corpo e alma de areia
enquanto a ampulheta da vida
derramava os últimos grãos
na expectativa do último suspiro.
Ninguém podia defendê-la dela mesma
Os olhos, mesmo secos,
romperam em água

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Onde vamos parar?

Se a pobre árvore
Fica em seu lugarzinho
sem fazer mal a ninguém
Se nem boca nem pernas ela tem

Se ela assim mesmo nos abraça
e nos dá sua sombra
suas flores e frutos

E se assim mesmo a machucamos
maltratamos e matamos
Onde este mundo vai parar?

(a vida traz cicatrizes a todos, às árvores, às crianças e aos sonhadores)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A SAGA DE SOFIA - Primeiros Passos


No início de sua viagem
A menina crescida
Cheia de espanto
do verde das árvores
Texturas, sabores
Perfumes, cores
Diversidade
Da sorte de um lugar tranqüilo
Quieto, pleno.
Certa de justiças, de verdades,
De sinceridades e promessas
Esquece a espada, esquece a batalha
E se deixa envolver pelas flores
Pelo azul imenso sob sua cabeça.
Pela estrela amarela a brilhar no horizonte
Pela brancura da Lua no veludo da noite
Vê a si própria florir
Desperta para o calor do sol, para a luz da vida
Caminhando e caminhando
Encontrando gentes, culturas, variedade
De falares, personalidades
Conhecendo pessoas,
Amando-as, aceitando-as
Andando, Andando,
Pelas veredas seguindo a música do mundo
Pernas crescidas pelo caminhar
Mente explodindo idéias
Como o guia coração
Ideais nascendo no peito
Impulsionada pela fé da intuição
Companheira de si mesma nos caminhos
Reluz no descobrir-se em solidão forte
Carregando uma mala de sonhos, de amor e serenidade
Deixando por onde passa, saudade
Permitindo seduzir-se pelas maravilhas do desconhecido

A SAGA DE SOFIA - Fuga


Nós surgimos enrolados
Contraídos no conforto do ventre materno
Protegidos no calorzinho confortável
De um ninho de amor
Pequenininhos
Somos empurrados para fora
Expulsos do Éden
Forçados a vir a um mundo que não queremos
que nos desperta com luz, frio, ruído e movimento.
Encaminhados para o novo
Embalados pelos nosso próprios medos
Protegidos em uma redoma de paredes de mentira.




Mas então chega a hora que os vestidos
Já não escondem as formas de mulher
E a menina precisa sair de seu castelo
Precisa pular seus medos e enfrentar o mundo
Gigante e orvalhado cheio de gentes
Cheio de medos, de frio
De labirintos, precipícios.
Em busca de uma flor, de um sorriso
De um sonho
Um amor


Precisa de algo que faça sentido
Em meio às futilidades, julgamentos
Preconceitos e burguesises
Necessita de algo que a faça sentir
Que a permita viver
E não morrer
tão só passando pelo mundo

A menina que não cabe em seus vestidos
Veste-se de coragem
Salta o muro do medo
E cai no chão do temor
Certa de que uma luta é necessária
Mas encantada por sentir em seus pés a terra
De um mundo grande e amedrontador
De um mundo real.




domingo, 9 de novembro de 2008

Um presente de aniversário





O GROSSO DA BOSSA me fez uma grande surpresa: transformou meu poema CAFÉ em uma bela canção....

http://www.myspace.com/ogrossodabossa

Aos leitores deste cantinho, disponibilizo o link para relembrar o poema:

http://maisumaamelie.blogspot.com/2007/09/caf.html

Obrigada Sérgio pela homenagem e por acreditar no meu trabalho!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A la Luna

La Luna, como una perla en el cielo
parece perdida como yo en la bruma
gritando con luz su existencia
en el infinito cielo
Soledad blanca en la noche

Haz señales de luz
a ver si alguien le contesta
A ver si alguien se compadece
de su tristeza de mujer
de sentir soledad
a pesar de recibir luz del Sol, que ella ama
Luz que trae en su piel, para guardar su calor
porque él anda lejos…

Miro la Luna, y me compadezco
Porque sé que ella me comprende
Porque también llora
pero sus lágrimas son estrellas
y las mías son mar

Miro la Luna imaginando
que mi amor también la mira
Y sueño que él mira
mis ojos reflejados en la Luna
como yo miro el brillo de los suyos
en la blanca inmensidad de ella
La Luna, que también sufre de amor
une corazones enamorados
sin que nadie se compadezca
de su eterna soledad

(Foto: Cristina Leveratto, desde Buenos Aires)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Roda da Fortuna II

Ás vezes a gente tem que ouvir coisas que não merecemos
Pode ser que as coisas venham da boca de quem não gostamos
e não nos surpreende, é até engraçado
Se torna um gasto de palavras desnecessário
porque já sabemos que este não gosta de nós
porque nós não gostamos dele

Mas pode ser que essas doídas coisas
venham da boca de quem amamos.
- do lado que não esperamos
E o mundo se esvai em grãos de areia pelos dedos
um abismo se abre
e temos o ímpeto de vestir armaduras de aço
para machucarmos nossas próprias feridas
porque nos sentimos culpados pelo golpe desferido
daquele que asssim mesmo amamos
.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

SHIVA


Tem dias que dói algo lá dentro
e eu me encolho inteirinha
Para defender meu eu de mim mesma
Falo o que não penso
Penso o que não sou
Dias de regressão.
De lua minguante
Noites de frio.
Engano.
Dias de destruir
de ficar encolhida
e esperar as sementes
que plantarei nos meus vazios
para nascerem
rosas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Inverno em mim


A lágrima era calor,
esvaziando os olhos mouros

O sonho agora destruido escorria dos olhos mortos
se despedindo do corpo que habitou

A dor habitava a alma
e as pernas andavam
para trás, revivendo passados

A cidade era um flash cinza
o frio que a lágrima deixou

Asfalto negro, pessoas sem rosto
Meus dedos tocavam pedras, securas e vazios.
Meu corpo suicida queria voar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Xis


A vida é uma imagem instantânea
Uma fração de segundo congelado
Em um sorriso, em um encanto
Que efêmero termina

O que vale a pena
É o sorriso da moça
perdido na imensidão da janela
A nuvem decolando no telhado
Um assovio de canção

O que é feliz
É o abraço espontâneo
O frio da barriga
Do momento que antecede o gol.
Os olhos que contam aviões

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Dança


Ele dizia tantas coisas
Me prometia a lua
E os astros que viviam em mim
queimavam como o sol,
Colorindo minha face.
Ele sorria
como o céu inteiro cheio de estrelas.
As mãos dele em minha cintura
As minhas mãos suadas e frias
enlaçadas se encontravam
no pescoço dele
Proximidade que eu desejava
mas que tímida,
me baixava o olhar.
A voz repetia
Vem amada,
bailar outras danças
Outras vidas, outros astros,
outros encantos
Deixa eu te conduzir
por outros ritmos
Deixa ser teu
E a valsa girava meus pensamentos
E dançava dentro de mim
toda crença toda descrença,
Toda alegria todo medo toda dor
E um dia nascia de manso
Resplandecendo a mulher que eu era
E que acabara de ser encontrada

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Femenina

Soy mujer
hecha de sonrisa
alegria y llanto.
Soy ojos de esperanza
enciendo luz
en los corazones oscuros de los hombres
Tranquilizo angústias con un beso
Lleno pulmones con suspiros soñadores.
Soy la que da la vida
Soy la que te hace vivir




quarta-feira, 23 de julho de 2008

Desabafo


Eu declaro livre a força que vive em mim
Toda luta, toda garra, toda nua
Solta, no vento
A alma antes presa
Dança
Meu manifesto é contra o não ser
Eu quero sorriso e pranto
A idéia antes presa,
enrolada no alto da cabeça.
Tudo mexido no liquidificador
Com uma ponta de esperança
E um exagero de fé
Prá frente ando
(Se não é otimista,
vai pro fim da fila)

É, pois é.
num arrasta pé amador
é que o povo é feliz.
Quem não é nada, finge ser
Mas não engana ninguém
Perto da gente que não finge e é vida.

Eu sou castanha e pixaim

Sou povão.

Sou feliz.

Nada más que la verdad... ( por Forges)


terça-feira, 15 de julho de 2008

Vou sentir saudades...


Deus estava preocupado. O mundo andava meio de ponta-cabeça e só ele ali...Os anjos estavam meio desnorteados, e não conseguiam marcar. São Pedro tava sentindo, e não agüentava mais no gol. E o Arcanjo Gabriel não acertava nem pênalti. Como fazer os anjos da guarda marcarem atrás, pro time ir adiante? A defesa tinha mais furo que peneira e o ataque parecia maria-mole diante do adversário. Só um técnico ponta-firme. Desses pra levantar multidões com a alegria de um futebol bonito, com gol de bicicleta e muita comemoração. Deus resolveu então convocar o melhor técnico do mundo. Tio Esaías: sobe e arrasa , porque Deus quer o céu vibrando e gritando muito GOOOOL!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Para ti


Te dou o que tenho para dar
Meu sorriso de “tudo vai ficar bem”
Meu olhos pro futuro
Meu cabelo emaranhado, como minhas idéias
Mas, cuidado!
As rosas também tem espinhos.

Só um coração

O coração couraça
Derretido dentro da armadura de ferro e aço
Choroso e partido
Finge-se sólido
Invencível

Mas ele não é de nada
Na sina amarga e armada
De bater esperas
Não serve para emoções líquidas
Nesse angustioso compasso.....desespera


É coração-ameaça
Neurótico, perseguido
Choroso, vencido

Coração que dói, sangra
Encolhido num canto do peito
Coração que tem medo de amar.

terça-feira, 24 de junho de 2008

El teléfono...

No me contestas.
Y yo que necesito hablarte, mi amor
Decirte que me siento puelvo y el mundo es mar
confesar que mi corazón es de cristal
que me da miedo dejarlo caer
pues anda tan pesado...


Y sabes, todo es hielo
no hay chocolate que console
ni yoga que traiga un minuto de paz
y mucho menos un oído que me comprenda
como lo haces tu

La espera



Allá afuera, sólo hay frío
Pasos indiferentes, viento
Soledad, nieve congelante
Un dolor agudo en el pecho
Me huyo
Me refugio dibujando con hilos
El futuro contigo
Con florcitas bordadas en sábanas
Para que sean testigo de nuestro amor.
Coser soñando
Para apagar el dolor de tu ausencia
fortalecer el alma
y esperar llena de esperanzas y deseos
encontrar mi hogar en tu abrazo otra vez

domingo, 25 de maio de 2008

Se eu tivesse poderes


Se eu tivesse poderes
Aliviaria o peso dos problemas
Pintaria com aquarela aqueles dias cinzas
Limparia o céu azul
com a chuva que purifica.
Molharia a terra só prá germinar uma semente
vê-la crescer, tornar-se flor,
frutoperfumado
Se tivesse poderes daria asas
a todos meus anseios
daria asas a meu coração
para que ele pudesse voar até o teu
faria voar palavras de amor no teu ouvido
me materialiaria a teu lado
só prá dizer "lo tanto que te quiero cariño".
Se eu tivesse poderes.... daria-os a Deus
para assim ter menos tempo para pensar o que fazer
e ter mais tempo para ser feliz.

terça-feira, 13 de maio de 2008

El Secreto

Sabe qual o grande segredo da felicidade?
É só a simplicidade de ser
Ser quem se é
Sem máscaras, sem fantasia
sem maquiagem ou disfarces.
O segredo é um sorriso sincero
É uma lágrima que desafoga o nó do peito
um abraço apertado que tem calor
um sim quando sim
um não quando não
é compreender que a vida não é uma ciência exata
amar ter o que se quer
querer ter o que se tem

domingo, 4 de maio de 2008

Um Conto sobre o medo de estar só



Às vezes ela ficava sozinha e tinha medo
de perder aquele que ela amava

Então o vento soprava forte
e lhe dizia ao ouvido
"Olha, o príncipe te manda uma mensagem por mim"
E uma chuva de pétalas de rosas acariciava seu rosto


Ela então tinha certeza de que ele voltaria
e a que a levaria com ele sempre
dentro de seu coração guerreiro


De seus lábios então, desabrochava um sorriso.

Avanti!

Uma princesa não tem medo
de cara feia, julgamentos
comentários maldosos
Porque são dotadas da beleza verdadeira
São belas por terem sentimentos nobres
São amadas porque amam
Não importa que não as respeitem
Porque elas se respeitam a si mesmas
e isso basta
Princesas amam e por isso são amadas
Não importa o seu tamanho, sua fé ou sua cor
As princesas conversam com anjos
E seu maior poder provêm da verdade
de ter liberdade de ser o que se é
Sem dar satisfações ou se acorrentar em falsos preceitos
As princesas são fortes
Filhas do Rei do Mundo

Guerreira


A partir de agora
Deixo para trás os apegos e sofrimentos
Carrego em meu coração
apensas a alegria de viver.

E contra o mal e a tristeza
Trago em meu pensamento
as minhas certezasde um mundo melhor.
Trago em minhas mãos o perfume dos anjos
E em meu coração trago a imagem
de tudo que gosto e amo

A minha coragem virá de saber
que nada do que possuo pode ser tirado de mim
Porque tudo o que tenho é o que constituiu a matéria
do que sou feita

Princesas



Todas as meninas merecem um sorriso
Uma flor, uma abraço
Todas as princesas merecem amar
Não importa ser menina bonita, ou feia
Rica ou pobre, alegre ou triste, alta ou baixa
Todas as meninas são princesas
E todas as meninas, crescidas ou não
Merecem amor,


Porque todas as mulheres são meninas que cresceram, e todas as meninas são princesas

Namastê


Juntar
Comprar
Ter

Por que não
esvaziar
dar
doar?

Para ser, nada possuir
Somente amor no coração
sonhos da cabeça
paz para ofertar com as mãos

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Era uma vez...




Era uma vez um herói de verdade
um desses que trabalha, pega ônibus, come marmita
Um herói que ficava cansado
que tinha medo
que chorava escondido

Um herói camarada!
Desses que a gente até paga uma tubaína
e joga conversa fora

ele não precisa de uniforme
nem de superpoderes
só precisa de um sorriso
pra combater o mal.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Aquella noche


Aquella noche fria, yo me escondí en tus brazos. Cerré los ojos, pidi a Diós que nos juntase para siempre. Paré en este instante de buscar respuestas para las cosas que no se explican. Dejé el futuro y el pasado y viví el presente de la calenturas de tus brazos. Aquella noche mi corazón ganó la compañia del tuyo. Mis labios ganararon el amor de los tuyos.
" - Mira amor! Una estrellla cadente!"
Pero yo estaba mirando adentro...Y así mismo todo el universo cupo en aquél segundo.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Hay días...


A veces yo necesito

de la tranquilidad de palabras

de cariños de abrazos

porque soy mujer

y a veces lloro...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Amèlie vuela en pensamientos



La cosa más interesante de la vida
es que vivimos sin saber qué Dios nos escribió de destino
cada dia una sorpresa nueva
a veces buena
a veces mala

el importante es guardar las buenas
aprender con las malas
y seguir siempre adelante

domingo, 30 de março de 2008

Porque você se cobra tanto?


Pergunta que não tem resposta
para a menina medrosa que tenta sobreviver
no enorme mundo
que não faz sentido,
de tão louco e insensato
de tão desumano
que é...

segunda-feira, 17 de março de 2008

Viagem pelo mundo


No mundo real, fazer o mal é bom. Puxar o tapete, sacanear o amigo, ser competente em armar maracutaia. Humilhar então nem se fala. Quem humilha é importante, porque se faz grande pisando pequenos. Quem humilha tem cargo,tem carro, tem mansão. Quem é grande sai no jornal. Ladrão trabalha no congresso, e gente burra aparece na tv. Prostituta é eleita a mulher mais bonita do verão. Gente que escreve livro de auto-ajuda é intelectual. É aplaudido, diplomado. Quem é campeão no blábláblá entra na afamada academia universitária. Vira pesquisador. Quem tem as costas quentes vira gerente, presidente. Quem tem grana vira dono do mundo. Quem grita é educado. Quem sobe no salto é gente. Como resume a poeta, “No mundo real as pessoas desejam ser iguais para serem diferentes”.

Decidi que disso não faço parte. Sigo escrevendo poemas, recolhendo sonhos e cantando canções. Sigo abraçando ideais, caminhando ao lado da utopia. Continuo o caminho, tentando colorir o mundo por alguns minutos, com a loucura de tentar ser feliz. Para o mundo real sou torpe, idiota e burra. Para o mundo das idéias, sou ser humano.

Em minhas andanças encontrei alguém com as mesas ânsias que as minhas, carregando a mesma angústia pelas mesmas injustiças do mundo real. Nos reconhecemos. Tocamos um ao outro com o olhar, e vimos que éramos feitos da mesma essência, da mesma vontade de amar e ser feliz.

Vou-me embora para Pasárgada, braços dados com o homem que amo, na tentativa insensata de abraçarmos os ideais que acreditamos e plantando, à nossa passagem, a semente da diferença que unifica. Os limites não existem para os que sabem voar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Os ombros suportam o mundo


As vezes o mundo é cinza. E aí eu volto a ser a menina medrosa encolhida debaixo da cama, esperando a chuva passar. Porque estes dias vem? Porque temos que nos sentir assim, encolhidos diante da vida? Calço os sapatos, mão na maçaneta, penso na possibilidade de não sair. Penso na possibilidade de adiar essa batalha diária.




Hoje eu me levantei angustiada. O trabalho pesado, as muitas folhas que eu sabia, tinha que terminar de revisar hoje, somava-se ao toque do telefone, aos muitos e-mails para responder.


Os prédios da Avenida Paulista pareciam estar ali indiferentes a tudo que acontecia, e a cidade me pareceu fria, cruel, apática. Parei, tomei um café. O tilintar da xícara no pires era irritante. Ao lado duas peruas discutiam moda, enquanto dois executivos discutiam a queda do dólar na bolsa. O que estava acontecendo com o mundo?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

UTOPIA


Tenho muitos nomes. Sou aquele que traz o sonho e marca os homens com seus ideais. Sou o que carrega dentro de si todas as possibilidades, toda a força necessária para vencer os inimigos. Sou as infinitas possibilidades guardadas em um cofre, cofre este que se abre com a chave da integridade. Sou o motivo das buscas, o pretexto para as batalhas por justiça. Alguns dizem que sou a ilusão do horizonte que se levanta, trazendo boas idéias. Outros dizem que sou fantasia, que alimento a alma dos homens com algo que eles não conseguem ver, somente sentir. A burguesia esbraveja dizendo que sou engano, que enlouqueço cabeças humanas, porque as afasto do sonho do capital medíocre para fazer humanos voarem com asas mais verdadeiras e de maior alcance. Dizem também que sou deslumbramento, atraio cabeças ingênuas para dentro de mim, fazendo com que se encantem com suas próprias preciosidades de forma a desejar compartilhar com o outro a sua própria beleza interna, presenteando o semelhante com o colorido belo de sua própria alma. Os gregos, me chamavam Ou-topos ou seja, lugar nenhum, porque o que sou não é materializado em um lugar designado e especificado. Estou em todos os lugares e, ao mesmo tempo, em lugar nenhum. Sou o lugar onde tudo fica bem. Sou o anúncio de novos tempos, em que a Igualdade de bens prevaleça à Ambição, onde o dinheiro não existe e portanto, não pode desvalorizar o trabalho do homem. Mas sou acima de tudo um ideal, acima de credos, religiões, acima das misérias humanas . Sou aquele que permite sonhar de olhos abertos. Sou o que possibilita o homem enfrentar e vencer suas próprias indignidades. Sou Utopia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estação Saudade




Você pegou na minha mão
E abriu-se o céu sobre a terra
Que enfeitou-se de sons e cores.

Eu encabulei,
baixei meus olhos diante da realeza do teu olhar
da luz do teu sorriso.

E minha mão, derreteu.
Você moldou-a de novo com carícias
E me vi mulher.

Sim! Mulher nessa vida intensa e bela
Com que tu me presenteastes antes de me deixar
Na estação Saudade.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Mi amor


Yo andaba un poco perdida por las calles
Como se camina en laberintos.
Hasta que él me encontró
Él y su sonrisa tímida, llena de color.
Él y su mirar de fe y de paz.

Él me dijo que me quería
Y mi alma se llenó de amor
Él me dijo que me amaba
Y todas las estrellas vinieron anidarse en mis ojos.
Él me dijo que me amaba con tanto amor
Que hizo mi corazón suyo.

Él y su abrazo
Que me protegía del mundo y sus espectros
Y con las mismas manos que él construía el mundo
Cariños me ofrecía, regalándome el cielo
Cielo este que de repente
Me era accesible en cada beso.

Hoy, unidas nuestras almas,
Construimos un amor verdadero
Que crece más cada vez que le escucho la voz
Cada vez que tranquila en su abrazo
Te puedo decir Juan, mirando en tus ojos
Que te amo.
Que mi amor es más grande que el infinito.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Amigos II


Bete?
É sorriso largo
Alegria farta
Risada solta,
descompromissada.


Bete é luz
que guia no escuro
É ombro para a dor
É estar no lugar errado
na hora certa.


Bete é saboderia em litro
é passos apressados
pelos sendeiros

É dar sangue pela ARTE!

Amigos I


A cor favorita dele sempre foi azul. Um dia, terno azul engomado, na Praça dos Amores, conheceu ela. E, obra do acaso, por causa de um baita tropeção, se olharam nos olhos. Ele ajudou ela com o braço. Ela gostava de azul. Em 1960, José Esaias e Avenildes subiram ao altar.


Esaías, o famoso jogador de futebol da Associação DEIAC, KASA e APARECIDA, técnico diplomado e respeitado na cidade de Itapetininga. é quem orienta, toma conta, tá sempre junto do time: "Vamos lá que nós vencemos!". Pose no jornal, já até bateu papo com João do pulo, o corredor famoso que já deu alegria demais para o Brasil.


Avenildes é mãos de ouro. Tudo o que ela toca se transforma: bolo quentinho, café fresquinho, lã na agulha, não para nunca. Tem os olhinhos pequenos quando sorri. Sempre menina


Dessa união, vieram os filhos Inês e Beto, criados sob a ternura do par de olhos azuis do pai e do abraço macio da mãe.


Hoje, casa cheia de netos e bisnetos, almoçam felizes aos domingos, sem esquecer da mistura (que não pode faltar) de arroz, feijão e salada. O dia só não é perfeito para o corintiano Isaías por um detalhe: "É que eu não gosto de salada!!!". Tudo bem tio! A gente fica no arroz com feijão!

Sobre todas as coisas VI


Depois da tempestade, sempre vem o sol.
E para que ele brilhe em nossas vidas,
basta que abramos as janelas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sobre todas as coisas V


Uma folha de papel em branco é inquietante.
É uma lacuna no mundo.
Escrever é semear com palavras.

Sobre todas as coisas IV



A vida é uma brincadeira na qual nós jogamos
os dados no tabuleiro de Deus

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sobre todas as coisas III


Viajar é ir a um outro lugar só pra poder estar sozinho consigo mesmo.

Sobre todas as coisas II






Dormir é dar asas à própria alma, abrindo os olhos para dentro


Sobre todas as coisas I




Escrever é apresentar-se desnudo em praça pública.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

MATRIX

A dúvida
a emoção
a razão
não passam de ilusão
O sol ou a chuva
não importa
tudo é vida
nada é sorte
tudo não passa
da véspera da morte
Luz, escuridão
amor, desilusão
tudo é aprendizado
tudo é guerra

Até o suspiro derradeiro
NADA É IMPOSSÍVEL

Sonho de Ícaro


Asas de cores que voaram baixo o céu infinito.
Que se deixaram acarinhar pela brisa
que se deixaram levar pelo vento
que se deixaram abençoar pela chuva.


Um par de asas outrora alegres
vivazes, feitos de luz
jaziam sobre o tapete de barbante.
Asas mortas, tesas, caídas
fragilizadas, concretas
pesadas.


Mortas as asas
livre a borboleta no infinito
pousada agora
nos ombros de Deus.