Inverno em mim


A lágrima era calor,
esvaziando os olhos mouros

O sonho agora destruido escorria dos olhos mortos
se despedindo do corpo que habitou

A dor habitava a alma
e as pernas andavam
para trás, revivendo passados

A cidade era um flash cinza
o frio que a lágrima deixou

Asfalto negro, pessoas sem rosto
Meus dedos tocavam pedras, securas e vazios.
Meu corpo suicida queria voar.

Comentários

Anônimo disse…
Hola Damiana

Las piernas andaban para atrás , recordando.....
Esa imágen es un hallazgo estupendo.
Cuando publicás TU LIBRO?????
Cristina (Buenos Aires)

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