terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

UTOPIA


Tenho muitos nomes. Sou aquele que traz o sonho e marca os homens com seus ideais. Sou o que carrega dentro de si todas as possibilidades, toda a força necessária para vencer os inimigos. Sou as infinitas possibilidades guardadas em um cofre, cofre este que se abre com a chave da integridade. Sou o motivo das buscas, o pretexto para as batalhas por justiça. Alguns dizem que sou a ilusão do horizonte que se levanta, trazendo boas idéias. Outros dizem que sou fantasia, que alimento a alma dos homens com algo que eles não conseguem ver, somente sentir. A burguesia esbraveja dizendo que sou engano, que enlouqueço cabeças humanas, porque as afasto do sonho do capital medíocre para fazer humanos voarem com asas mais verdadeiras e de maior alcance. Dizem também que sou deslumbramento, atraio cabeças ingênuas para dentro de mim, fazendo com que se encantem com suas próprias preciosidades de forma a desejar compartilhar com o outro a sua própria beleza interna, presenteando o semelhante com o colorido belo de sua própria alma. Os gregos, me chamavam Ou-topos ou seja, lugar nenhum, porque o que sou não é materializado em um lugar designado e especificado. Estou em todos os lugares e, ao mesmo tempo, em lugar nenhum. Sou o lugar onde tudo fica bem. Sou o anúncio de novos tempos, em que a Igualdade de bens prevaleça à Ambição, onde o dinheiro não existe e portanto, não pode desvalorizar o trabalho do homem. Mas sou acima de tudo um ideal, acima de credos, religiões, acima das misérias humanas . Sou aquele que permite sonhar de olhos abertos. Sou o que possibilita o homem enfrentar e vencer suas próprias indignidades. Sou Utopia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estação Saudade




Você pegou na minha mão
E abriu-se o céu sobre a terra
Que enfeitou-se de sons e cores.

Eu encabulei,
baixei meus olhos diante da realeza do teu olhar
da luz do teu sorriso.

E minha mão, derreteu.
Você moldou-a de novo com carícias
E me vi mulher.

Sim! Mulher nessa vida intensa e bela
Com que tu me presenteastes antes de me deixar
Na estação Saudade.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Mi amor


Yo andaba un poco perdida por las calles
Como se camina en laberintos.
Hasta que él me encontró
Él y su sonrisa tímida, llena de color.
Él y su mirar de fe y de paz.

Él me dijo que me quería
Y mi alma se llenó de amor
Él me dijo que me amaba
Y todas las estrellas vinieron anidarse en mis ojos.
Él me dijo que me amaba con tanto amor
Que hizo mi corazón suyo.

Él y su abrazo
Que me protegía del mundo y sus espectros
Y con las mismas manos que él construía el mundo
Cariños me ofrecía, regalándome el cielo
Cielo este que de repente
Me era accesible en cada beso.

Hoy, unidas nuestras almas,
Construimos un amor verdadero
Que crece más cada vez que le escucho la voz
Cada vez que tranquila en su abrazo
Te puedo decir Juan, mirando en tus ojos
Que te amo.
Que mi amor es más grande que el infinito.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Amigos II


Bete?
É sorriso largo
Alegria farta
Risada solta,
descompromissada.


Bete é luz
que guia no escuro
É ombro para a dor
É estar no lugar errado
na hora certa.


Bete é saboderia em litro
é passos apressados
pelos sendeiros

É dar sangue pela ARTE!

Amigos I


A cor favorita dele sempre foi azul. Um dia, terno azul engomado, na Praça dos Amores, conheceu ela. E, obra do acaso, por causa de um baita tropeção, se olharam nos olhos. Ele ajudou ela com o braço. Ela gostava de azul. Em 1960, José Esaias e Avenildes subiram ao altar.


Esaías, o famoso jogador de futebol da Associação DEIAC, KASA e APARECIDA, técnico diplomado e respeitado na cidade de Itapetininga. é quem orienta, toma conta, tá sempre junto do time: "Vamos lá que nós vencemos!". Pose no jornal, já até bateu papo com João do pulo, o corredor famoso que já deu alegria demais para o Brasil.


Avenildes é mãos de ouro. Tudo o que ela toca se transforma: bolo quentinho, café fresquinho, lã na agulha, não para nunca. Tem os olhinhos pequenos quando sorri. Sempre menina


Dessa união, vieram os filhos Inês e Beto, criados sob a ternura do par de olhos azuis do pai e do abraço macio da mãe.


Hoje, casa cheia de netos e bisnetos, almoçam felizes aos domingos, sem esquecer da mistura (que não pode faltar) de arroz, feijão e salada. O dia só não é perfeito para o corintiano Isaías por um detalhe: "É que eu não gosto de salada!!!". Tudo bem tio! A gente fica no arroz com feijão!

Sobre todas as coisas VI


Depois da tempestade, sempre vem o sol.
E para que ele brilhe em nossas vidas,
basta que abramos as janelas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sobre todas as coisas V


Uma folha de papel em branco é inquietante.
É uma lacuna no mundo.
Escrever é semear com palavras.

Sobre todas as coisas IV



A vida é uma brincadeira na qual nós jogamos
os dados no tabuleiro de Deus