Os nossos olhos

(para Alexandre Barazino)

Os olhos dele são negros, profundos e guardam uma história triste. Belos. Hipnotizantes. Não tive como não me apaixonar por estes olhos redondos, amigos, sinceros e tristes. Comecei a fantasiar que poderia fazê-los feliz. Logo eu, de olhos comuns, castanhos sem graça, sem brilho nenhum. Mas meus olhos sorriem quando veem esses olhos negros e percebi que quando os meus sorriam, os dele esboçavam um sorriso de amor. E quando meus olhos viam amor nos belos olhos negros, irradiava uma felicidade tão intensa que os fazia ter brilho. E os olhos negros, recebiam o brilho e o transformava en cores, sabores, em uma força magnética incalculável, dessas que não se pode lutar contra. E meus olhos lá queriam lutar contra algo tão bonito? Só queriam refletir esses sentimentos todos dentro de si, contentes que por um segundo conseguiram que os olhos negros, seguissem profundos, mas agora muito mais felizes. E os olhos dele eram os meus e os meus olhos eram os dele. A história triste virou uma história de amor.


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