segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O que eu fui

Eu era rocha
e o mar batia,
machucava, doía.

Aí virei terra
e em frangalhos
ela levada
para todo lado, sem rumo
sem força, sem dor
sem nada.

Aí me calei.
Estagnei.
Esperei.
Me abri a receber o que a vida dava
de bom e de ruim.
Chorei, encharquei o coração
Até que uma semente me tocou
e fiz florescer a flor do sorriso
virei pétala, macia,
que recebe o beijo do beija-flor
a carícia do vento.


2 comentários:

Miguel Pestana disse...

bastante bonito, o poema.

gostei do seu blog ;)

Damiana Tradutora disse...

Que bom que gostou, Miguel! Seja bem-vindo!