terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ciclo da vida


Minha vida é cíclica:
Não possui começo nem fim.
É fria, é cálida
Tudo move-se em mim.
É alegre, é árida,
Só posso ser assim!


Num momento feroz,
No outro pontual
Mas adiante atroz,
Logo depois infernal.
Posteriormente algoz,
Futuramente serviçal.


Neste jogo sem regras
Brinco com os meus sentimentos.
Aguardo uma nova era
Vida livre de sofrimento
Enquanto medito junto à janela
Para minha ferida um ungüento.



Alma quebrada,
Junto cada pedacinho,
Para com alma lavada
Envolta em linho
Retornar curada
Retornar de mansinho.



Porque sim, voltarei,
Conforme conta o mito!
Eu poeta não morrerei
Nos infernos, eu sinto!
Fortalecida enfrentarei
A verdade, o caminho

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