sexta-feira, 14 de setembro de 2007


Enigma

Quando meu amado aqui não está
Sou a chuva que cai, límpida e transparente,
Purificando o coração dos homens.
Sou mendiga, cega, órfã,
Desfalecida, sozinha.

Sou o deserto e suas maldições,
Árida, salgada, amarga.
Sou o decrépito, o satânico
Sou a lua branca, que isolada
Pendura-se na escuridão, escondida nas nuvens.

Mas sei que meu amado volta
Disco solar, sol de primavera
Que acalenta as pequenas flores
Acaricia-lhe as pétalas,
Enxuga-lhes o orvalho do pranto.

Amarelo luz
No céu azul.
Sorrindo,
Porque volta
Para os meus braços...

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