Um poema
Sofia era só tristeza. Sentada no meio-fio,
Abraçada aos seus próprios lamentos
Via os carros passarem
Via as pessoas correrem
Só o nó na garganta não se ia

Sofia baixou os olhos
Ouvia o ronronar dos motores
Ouvia os risos, os dissabores
Dos transeuntes apáticos ao meio fio
Apáticos à tristeza dela

Até que um ser parou
Ser, porque não era gente
Ser, porque não era anjo
E que mesmo sem ser anjo lhe deu a mão

E mesmo sem asas ela voou
E mesmo sem querer sorriu
E viu o seu sorriso
No olhar do outro
Era tão bonito!

Sofia era só esperança
Andando no fio, do meio
Da vida.

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